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Archive for the ‘Poesia’ Category

Lamentar uma dor passada, no presente,
é criar outra dor e sofrer novamente.

William Shakespeare


Costumo dizer que não se apaga uma pessoa de nossas vidas. Ela pode ter ido embora, ou podem ter brigado, pode odiar, ou até não sentir absolutamente nada, apenas indiferença. Mas não se apaga alguém. As pessoas passam e deixam marcas. Essas marcas formam o que somos. Assim, não vejo como seja possível apagar alguém. Pode-se, sim, até esquecer, mas nunca apagar uma história.Mas concordo também com Sheakespeare, pois esquecendo ou não, e fingindo ou não ter marcas, não vale a pena sofrer novamente por algo que já se sofreu uma vez. Por mais que se queira reviver algo, ou mudar algo que passou, não se volta no passado. E não se deve viver novamente o passado.Doeu? Muy bien, chore bastante, grite, xingue. Mas faça isso para não precisar mais fazer. Depois, enxugue as lágrimas, lave o rosto, coloque um óculos de sol , levante a cabeça e caminhe.Viva!

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Obsessão do Mar Oceano

Vou andando feliz pelas ruas sem nome…
Que vento bom sopra do Mar Oceano!
Meu amor eu nem sei como se chama,
Nem sei se é muito longe o Mar Oceano…
Mas há vasos cobertos de conchinhas
Sobre as mesas… e moças na janelas
Com brincos e pulseiras de coral…
Búzios calçando portas… caravelas
Sonhando imóveis sobre velhos pianos…
Nisto, Na vitrina do bric o teu sorriso, Antínous,
E eu me lembrei do pobre imperador Adriano,
De su’alma perdida e vaga na neblina…
Mas como sopra o vento sobre o Mar Oceano!
Se eu morresse amanhã, só deixaria, só,
Uma caixa de música
Uma bússola
Um mapa figurado
Uns poemas cheios de beleza única
De estarem inconclusos…
Mas como sopra o vento nestas ruas de outono!
E eu nem sei, eu nem sei como te chamas…
Mas nos encontramos sobre o Mar Oceano,
Quando eu também já não tiver mais nome

Trecho de “O Aprendiz de Feiticeiro”
Mário Quintana

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