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Archive for fevereiro \27\UTC 2008

O contrário do Amor

O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola. Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio. Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.

O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro.

Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.

Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.

Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta. Uma criança está sempre em uma das pontas da gangorra, adoração ou queixas, mas nunca é ignorada. Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto.

Martha Medeiros

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…olhou em torno de si, rodeada pelas jaulas,
enjaulada pelas jaulas fechadas….desviou os olhos, doente, doente (…)
sem conseguir encontrar dentro de si o ponto pior
de sua doença, o ponto mais doente, o ponto de ódio,
ela que fora ao Jardim Zoológico para adoecer.E, enquanto fugia, disse: “Deus, me ensine somente a odiar”.
“Eu te odeio”, disse ela para um homem cujo crime único era
o de não amá-la. “Eu te odeio”, disse muito apressada.
Mas não sabia sequer como se fazia.

Mas onde, (…) onde aprender a odiar para não morrer de amor?

Eu te amo, disse ela então com ódio para o homem
cujo grande crime impunível era o de não querê-la.
Eu te odeio, disse implorando amor ao búfalo.

– Clarice Lispector in “O Búfalo”

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Para estar junto não é preciso estar perto, e sim do lado de dentro.

Leonardo da Vinci

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Amar: Fechei os olhos para não te ver
e a minha boca para não dizer…
E dos meus olhos fechados desceram lágrimas que não enxuguei,
e da minha boca fechada nasceram sussurros
e palavras mudas que te dediquei…

O amor é quando a gente mora um no outro.

Mário Quintana

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Carnaval

Se o amor é fantasia, eu me encontro ultimamente em pleno carnaval.

Vinícius de Moraes

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Ainda acerca do post anterior, a BBC também publicou que as mulheres também trabalham melhor em equipe.

O estudo usou um famoso jogo chamado Dilema do Prisioneiro, que é um dos jogos clássicos da Teoria dos Jogos e comparou o comportamento de homens e mulheres. Descobriu que as mulheres são mais cooperativas que os homens, mas que a competitividade masculina tende a diminuir com o tempo.

Sei la… preciso ver o rigor dessa pesquisa. Eu mesmo já realizei esse teste (para quem não sabe, estudo TJ há algum tempo, já). Quando existe uma perspectiva de continuidade dos jogos, é comum que os parceiros tendam à cooperação.

Segundo o estudo publicado na BBC, os homens desconfiam mais uns dos outros. E isso é algo clássico em desenvolvimentos de alianças e parcerias: a confiança costuma ser fator determinante. Mas isso não significa ser mais ou menos competitivo, apenas significa confiar mais ou menos. E, de fato, homens são mais desconfiados de quem não conhecem (penso eu).

Well… eu realmente prefiro trabalhar com mulheres, mas não acho que muitas mulheres numa mesma equipe seja algo bom. Da minha (pouca) experiência, mulheres são mais competitivas nos negócios. Muitas na mesma equipe, dependendo do negócio, pode ter o efeito da escalada de armas na Guerra Fria, hehehehe…

Ainda assim, prefiro as mulheres!
=P

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O noticioso inglês BBC publicou pesquisa onde mostra que as mulheres dão mais valor às boas maneiras (eu chamaria de cavalheirismo) à beleza e até mesmo inteligência.

Coisas como chegar cedo aos encontros, avisar se for atrasar, pagar a conta do jantar (principalmente se tiver convidado) e abrir as portas são apontadas pelas mulheres como ações e atitudes que diferenciam um bom parceiro.

Os homens, por sua vez, justificam a falta de modos pelas atitudes modernas das mulheres. Bullshit! Só desculpa furada. Abrir a porta do carro ou prestar atenção a ela enquanto ela fala não requerem muito mais do que um pouco de educação.

Aos homens, uma dica: não é tão ruim tratar bem uma mulher. E as mulheres não querem grandes ostentações de poder ou dinheiro. Converso com muitas das minhas amigas e, surpreendentemente, a maioria nunca recebeu uma rosa do namorado. Creiam-me, uma rosa pode ter um efeito espantoso. Experimente levar uma para sua esposa, namorada ou mãe.

Para os trogloditas de plantão, fica a dica…

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